Feira de Troca de Livros marca Dia Mundial do Livro Infantil

Mesas distribuídas por diversos ambientes do Colégio Portinari. A música clássica tocando em dois pontos da escola, o pôr do Sol e o clima levemente frio característico do outono, enriqueceram ainda mais o momento tão esperado por todos, professoras e alunos. O que se via, às 15h50 de 18 de abril nas salas de aula da Unidade Sede, eram os olhares de expectativa para que o relógio chegasse logo às 16 horas.

Enfim, quando o relógio chegou na hora programada, alunos e professores de cada turma do Ensino Fundamental – Anos Iniciais iniciaram a organização dos espaços, que durou cerca de 10 minutos. Depois das mesas com os livros enfileirados e alinhados como se estivessem em uma livraria, os alunos começaram a procurar quais seriam as novas histórias que passariam a fazer parte de suas vidas. As pequenas mãos folheavam as páginas, os olhares cruzavam cada folha em busca de imagens, cores e frases que os convenceriam a escolher determinada obra.

Durante duas horas, o que se viu no Colégio Portinari foi algo que traz muita alegria para o coração de um educador. E quem pensava que seria realizada a escolha e apenas em suas casas a leitura seria feita, se enganou. Em grupos ou sozinhos, cada cantinho especial do Laboratório Natural, do Espaço Interativo, do Espaço Freinet, do Pátio, se transformou em uma espécie de portal que os faziam “entrar” na história, perder a noção do tempo e esquecer, por exemplo, dos celulares.

Feira seria realizada há dois anos

O evento, chamado 1ª Feira de Troca de Livros, foi projetado há dois anos para comemorar o Dia Mundial do Livro Infantil. Entretanto, a pandemia inviabilizou a execução.

A professora Greice Diana Bettini Tuckumantel, idealizadora, ressaltou o quanto foi gratificante a realização da Feira neste ano. “Felizmente hoje conseguimos fazer esse evento em um dia tão importante. Foi muito bom ver o quanto os alunos ficaram animados para conhecer novas histórias e também para poder doar os livros que eles já leram”.

Lucas Grotta Balarin Silva, do 4º ano, trouxe sete livros para doar e compartilhou sua opinião sobre a Feira. “Eu achei muito legal, pois para celebrar o dia do nascimento de Monteiro Lobato nada mais justo do que fazer uma troca de livros. Eu pretendo encontrar algum livro da série da Zac Power.” Essa coleção de livros infantis foi publicada originalmente pela editora australiana Hardie Grant Egmont e concebida pelo escritor Brett Woodword, que as assina sob o pseudônimo de H. I. Larry.

Lucas Grotta Balarin Silva, do 4º ano, trouxe sete livros para doar

Já a aluna Antonela Bardini Gutierrez, do 3º ano, ressaltou outra questão muito importante sobre trocar livros. “Eu gostei muito porque os alunos podem dar os livros ao invés de jogar no lixo”. Entre as muitas opções disponíveis, ela escolheu o livro “O ponto e a Linha têm outros planos”, do casal Blandina Franco e José Carlos Lollo. Ela explicou como foi esse processo de escolha. “O que mais me chamou a atenção foram as imagens e as cores”. Ela completa reforçando o motivo que a faz gostar de ler. “A minha imaginação melhora quando eu leio, porque a gente pensa como é o personagem e como é o lugar”.

A aluna Antonela Bardini Gutierrez, do 3º ano, ressaltou outra questão muito importante sobre trocar livros. “Eu gostei muito porque os alunos podem dar os livros ao invés de jogar no lixo”

A emoção de observar as trocas

Uma das nossas diretoras, Marli Billato de Oliveira, acompanhou todo o processo desde o início, auxiliou no refinamento do projeto e participou da Feira circulando pelos espaços, fotografando com o seu celular e conversando com as crianças.

Mesmo com tanto tempo de experiência como pedagoga, ela ainda se emociona. Os olhos ficaram marejados ao responder a pergunta da nossa equipe com outra pergunta: – “Tem imagem mais linda do que essa?”

Uma das nossas diretoras, Marli Billato de Oliveira, circula pela Feira e conversa com alunos sobre o evento

Um dos pilares do Portinari é proporcionar o desenvolvimento da autonomia dos alunos, o que acontece também por meio do interesse genuíno em participar dos eventos e atividades. É assim com a Feirinha Portinari, com os Ateliês, com a Educação Financeira em sala de aula e outros.

Por isso, para Marli, quando a equipe pedagógica se envolve com o aprendizado dos alunos, as coisas acontecem naturalmente. “É um projeto que nasceu no coração da professora Greice e que as demais abraçaram a ideia com muito envolvimento e amor. Quando é feito assim, a criança ama o que você apresentar para ela. Por isso, ver o que aconteceu nessa tarde é como estar no paraíso, com as crianças sentadas nos espaços lindos do nosso colégio, com livros nas mãos e lendo”.

Texto: Robson Ribeiro. Fotos: Bruno Caires e Robson Ribeiro I Portinari Grupo Educacional